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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Associação entre tabagismo e dependência à cocaína



Alguns estudos sugerem que fumar cigarros pode atuar como um gatilho para o uso de cocaína.Novas descobertas em ratos estão ajudando a identificar uma explicação científica para esta associação.

Uma pesquisa realizada pelo Dr. Amir Levine e seus colaboradores da Universidade de Columbia (Estados Unidos), descobriu que em ratos expostos à nicotina na água, por pelo menos uma semana, tiveram uma resposta potencializada para o uso de cocaína quando as duas substâncias foram administradas em conjunto.

O estudo mostrou que a nicotina altera a atividade enzimática no cérebro, aumentando a probabilidade de um indivíduo tornar-se dependente de cocaína devido a uma maior expressão do vício relacionada ao gene FosB.

Resultados de um estudo epidemiológico humano corroborou com esta conclusão, mostrando que a dependência à cocaína foi mais frequente entre usuários da droga que eram fumantes antes de tornarem-se viciados.

"Nossos dados sugerem que as intervenções eficazes para prevenir o tabagismo e as suas consequências negativas para a saúde, também poderiam diminuir o risco de progressão para o uso crônico de drogas ilícitas", disse o Dr. Levine.

Fonte: Science Translational Medicine.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Doenças respiratórias crônicas estão associadas ao cigarro

Foto: ReproduçãoOito em cada dez homens que morrem por doenças respiratórias crônicas no Brasil são fumantes, de acordo com estudo divulgado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca). O índice é superior à média mundial, que é de cinco óbitos em cada dez.

Entre as mulheres, seis em cada dez que falecem por doenças respiratórias crônicas são tabagistas. A média no resto do planeta é de duas mortes em cada dez.

Dados indicam que 1 milhão de brasileiros, de ambos os sexos, foram diagnosticados com algum tipo de enfermidade respiratória grave associada ao cigarro. Fumantes a partir dos 30 anos sofrem 40% mais com essas doenças quando comparados aos que não são viciados em cigarro.

Segundo o Inca, essas enfermidades pulmonares representam a terceira causa de mortalidades referentes à saúde no Brasil – atrás apenas dos problemas cardiovasculares e do câncer. Em 2008, quatro brasileiros morreram a cada hora em razão de complicações respiratórias crônicas.

O estudo mostra, ainda, que pessoas consideradas dependentes severos da nicotina, quando comparadas aos chamados tabagistas leves, sofrem 85% a mais de problemas como enfisema pulmonar e bronquite.

Em relação ao fumo passivo, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que 7,5 mil brasileiros falecem todos os anos devido à exposição ao cigarro. Pais tabagistas que têm crianças e jovens com asma, por exemplo, expõem os filhos a cerca de 4,7 mil substâncias nocivas presentes na fumaça.

Adultos não fumantes que vivem em áreas urbanas e que são expostos ao tabagismo passivo também apresentam alto índice de diagnóstico de doenças respiratórias crônicas – 30% a mais do que os que não são expostos ao cigarro.

5 frases que ajudam a parar de fumar

Falar ajuda a trabalhar as crenças e as motivações da mudança no plano racional e emocional Foto: Getty Images

Deixar o vício do cigarro não é tarefa simples. E o primeiro passo é descartar a informação de que será muito difícil ou até impossível. A recomendação é de André Percia, presidente da SLAPNL (Sociedade Latinoamericana de Programação Neurolinguística).

O especialista, que utiliza a técnica para curar fobias, traumas, depressão, distúrbios sexuais, dificuldade de aprendizado, falta de motivação e baixa autoestima, elaborou, a pedido do Terra, cinco frases que o fumante pode repetir a fim de facilitar o abandono do vício.

Segundo Percia, a ferramenta ajuda a trabalhar as crenças e as motivações da mudança no plano racional e também no emocional. Nesse trabalho, perguntas, mesmo sem respostas imediatas, colocam o cérebro para buscá-las.

Ele explica que são diversas as causas que levam alguém ao vício, como se aproximar e se identificar com pessoas de quem se gosta, repetir estratégias de pessoas com as quais se identifica (relaxar, aliviar a pressão, sentir prazer) ou a própria pessoa associa fumar a alguma dessas coisas por experiência própria. "O cigarro, então, se transforma numa âncora para aquele estado que a pessoa pensa atingir através dele", disse.

Confira as frases:

1) Tão naturalmente quanto respiro, reorganizo meus recursos para me tornar mais saudável.

2) Quais comportamentos novos podem ser interessantes para fluir de forma mais saudável nos ambientes em que eu fumava?

3) Por que é importante construir esse resultado, e quais recursos e capacidades podem me levar a novos comportamentos nesses ambientes?

4) Quem eu me torno mudando rapidamente? Como isso impacta positivamente o meu projeto de vida e tudo mais à minha volta?

5) Esse resultado é possível de ser alcançado, eu tenho todos os recursos para isso e, mais que qualquer coisa, eu mereço o que existe de melhor para a minha vida!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Tabagistas têm maior chance de desenvolver arritmia


Recentemente a retirada dos cigarros com sabor do mercado mostrou a importância do reconhecimento de quão nocivo é o tabagismo em todas as suas formas. A substituição de cigarro comum por aqueles com baixo teor de nicotina também não é benéfica, já que quando uma substância nociva é retirada, outra deve ser colocada no lugar para manter as propriedades do cigarro. O mesmo vale para os cigarros eletrônicos, mentolados, ou com filtro extra. 

O tabagismo está relacionado ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, mas a relação entre tabagismo e arritmias não é clara. O registro ARIC que objetivou identificar fatores de risco para doenças ateroscleróticas - como angina, infarto, doença das carótidas e outras artérias - e foi realizado nos Estados Unidos, acompanhou cerca de 15000 pessoas para descobrir o que pode levar ao surgimento destas doenças.  

Os ex-tabagistas, apesar de terem mais risco que aqueles que nunca fumaram, têm menor incidência de fibrilação atrial que aqueles que ainda fumam.

Quando separados os pacientes que fumam ativamente (tabagistas), já fumaram (ex-tabagistas) e que nunca fumaram (controles), foi possível observar o seguinte:

- Quem já fumou tem mais fibrilação atrial - um tipo de arritmia - em comparação com aqueles que nunca fumaram.

- Os ex-tabagistas, apesar de terem mais risco que aqueles que nunca fumaram, têm menor incidência de fibrilação atrial que aqueles que ainda fumam.

Essa arritmia pode causar acidentes vasculares cerebrais (AVC), piora da função do coração e necessidade do uso de anticoagulantes. Outros estudos apontam que mais de 90% dos jovens, com menos de 35 anos, que sofrem um infarto são fumantes. Isso em uma idade em que o infarto agudo é evento raro. 

Pessoas que fumam apresentam maior risco de infarto durante as cirurgias cardíacas e não cardíacas, e também maior dificuldade para sair da assistência mecânica do ventilador (o aparelho que mantem a pessoa respirando enquanto anestesiadas). 

Hoje existem diversas formas de tratamento do tabagismo, associando o suporte de psicólogos com adesivos de nicotina e medicações orais. Ou seja, ganha mais aquele que nunca fumou, mas parar de fumar, em qualquer momento, traz benefícios para o paciente e para a família.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Riscos em fumar o primeiro cigarro logo ao acordar


Tabagismo - Riscos em fumar o primeiro cigarro logo ao acordar

Fumar o primeiro cigarro do dia logo após acordar parece aumentar o risco de câncer de pulmão, cabeça e pescoço.Esta é a conclusão de dois recentes estudos, os quais incluíram quase 5.000 pacientes que desenvolveram novos casos de câncer (grupo câncer).Tais indivíduos foram comparados a um grupo de indivíduos que não desenvolveram câncer (grupo de controles), composto por mais de 3.500 indivíduos.Ambos os grupos eram compostos por fumantes atuais ou pregressos.

Fumantes que acenderam o seu primeiro cigarro dentro da primeira meia hora do dia apresentaram um risco 59% maior de câncer de cabeça e pescoço, e um risco 79% maior de câncer de pulmão, quando comparados aos que esperaram pelo menos uma hora para fumar o seu primeiro cigarro. Esta é a constatação do Dr. Joshua E. Muscat, da Penn State College of Medicine (Pensilnvânia, Estados Unidos).

Aqueles tabagistas que fumaram o seu primeiro cigarro entre 31 a 60 minutos depois de acordar, também apresentavam um risco significativamente elevado para câncer  (31% e 42%, respectivamente). O risco de câncer de pulmão foi 2,64 vezes maior entre os tabagistas que fumavam dentro de 30 minutos depois de acordar, e 1,58 vezes maior entre os tabagistas que fumavam entre 31 a 60 minutos após acordar.

Embora os autores reconheçam as limitações dos dois estudos, estes acreditam que seus achados merecem uma investigação adicional.Acender o primeiro cigarro dentro da primeira hora do dia é um critério de dependência química aos cigarros, segundo a conhecida escala da Fagerström.

Fonte: Cancer.

Tabagismo durante a gravidez afeta as artérias dos filhos pequenos


Tabagismo durante a gravidez afeta as artérias dos filhos pequenos

Sabemos que o tabagismo durante a gravidez acarreta inúmeros prejuízos à saúde dos recém-nascidos. Pesquisadores holandeses demonstraram que as artérias de crianças cujas mães fumaram durante a gravidez, também podem ser afetadas.O estudo foi liderado pela Dra. Caroline C. Geerts, médica pediatra do departamento de pneumologia da Universidade de Utrecht (Holanda).

O estudo avaliou 259 crianças que ao completarem 5 anos de idade, foram submetidas a uma ultrassonografia das artérias carótidas (vasos sanguíneos calibrosos localizados na região do pescoço). Neste exame, o revestimento interno das carótidas (chamado de complexo médio-intimal ou CMI), bem como a distensibilidade destas artérias, foram avaliados. Informações sobre o tabagismo dos pais também foram coletadas.

As crianças de mães que fumaram durante a gravidez tiveram um CMI 18,8 uM mais espesso, e uma distensibilidade arterial 15% menor, após o ajuste para a idade materna, sexo e amamentação. Estas associações não foram encontradas em filhos de mães que não fumaram durante a gravidez, mas que haviam fumado após o término da gestação. As associações foram mais fortes se ambos os pais haviam fumado durante a gravidez, com um CMI 27,7 uM mais espesso e uma distensibilidade arterial 21% menor.

Os autores do estudo concluíram que a exposição à fumaça dos pais durante a gravidez, afeta a estrutura e função arterial dos seus filhos na infância.

Fonte: Pediatrics.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Tabagismo e bebida alcoólica favorecem câncer de mama


 
Mesmo com a realização de campanhas preventivas e de conscientização promovidas pelos órgãos públicos, o Câncer de mama é uma das principais causas de morte entre as mulheres no Brasil. Cerca de 50 mil novos casos são diagnosticados anualmente e, somente em 2008, 12 mil mulheres morreram em decorrência da doença, segundo último levantamento feito pelo Instituto Nacional do Câncer, INCA.

"Exposição prolongada aos hormônios femininos, uso excessivo de bebidas alcoólicas e o tabagismo são fatores de riscos que contribuem para estas estatísticas", esclarece o Dr. Sergio Masili, médico do setor de mastologia do Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp). Ele ressalta que não ter filhos ou engravidar pela primeira vez após os 35 anos colaboram para o desenvolvimento da doença, pois as mulheres menstruam mais vezes, ficando expostas aos hormônios estrogênio e progesterona.

A realização de exames de rotina é primordial. "Descoberto na fase inicial, a chance de cura aumenta e o tratamento é menos agressivo. No caso de mulheres entre 20 e 40 anos, submeter-se a consultas anuais evitam o aumento do número de casos", completa.

Existem vários tipos de câncer de mama, sendo o Carcinoma Ductal mais comum e o Carcinoma Inflamatório pouco frequente. "A incidência do Carcinoma Inflamatório é menor. Normalmente se apresenta de forma mais agressiva e compromete toda a mama. Não se manifesta em formato de nódulos, mas de inflamações", informa o especialista.

Prevenções e a importância dos exames de rotina

Após o início da menstruação, o autoexame das mamas é importante, pois em muitos casos os tumores são detectados pela própria paciente. Mulheres acima de 40 anos, devem fazer o exame de mamografia anualmente. Além disso, algumas recomendações para evitar a enfermidade como minimizar o consumo de alimentos gordurosos, controle do peso e a prática de atividades físicas ajudam na prevenção.

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