Pare de fumar e sinta a diferença no bolso







Considerado uma verdadeira epidemia pela classe médica, o tabagismo acarreta diversos tipos de problemas de saúde e, sobretudo, econômicos. Apesar das recentes notícias sobre o aumento em até 20% do preço do cigarro em dezembro, conforme previsto pela Secretaria da Receita Federal, o Brasil é o quinto país onde este produto tem o preço mais acessível. Esse fato só reforça a preocupação de que a dependência à nicotina, além de ter um preço caro para o bolso e para a saúde do fumante, também causa prejuízos à família dele e à sociedade em geral, uma vez que os custos com o cigarro acabam recaindo sobre ela.

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De acordo com o médico pneumologista e sanitarista Alberto José de Araújo1, do Rio de Janeiro, atualmente, as pessoas já recebem muitas informações sobre os danos do tabaco à saúde, mas, infelizmente, não são suficientes. "Cerca de 70% a 80% das pessoas pensam em parar, mas podem levar um tempo para tomar alguma iniciativa", informa Araújo. Segundo ele, o fumante precisa pensar nas perdas financeiras que sua dependência acarreta e, em longo prazo, nos gastos para remediar os efeitos nocivos do cigarro que podem comprometer o orçamento familiar. "Motivados pela dependência, muitos fumantes não percebem que, se deixassem de gastar seu dinheiro com cigarro, seria possível investir em bens essenciais, como uma melhor alimentação, melhor qualidade de vida, e, também, em bens como viagens, eletroeletrônicos de última geração, entre outros".
Segundo o Índice de Custo de Vida (IVC), medido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o custo do cigarro equivale a cerca de  1,7% do orçamento familiar (peso semelhante à despesa com roupas, que corresponde a 1,36%). "Chega a comprometer ¼ da renda de uma pessoa que ganha um salário mínimo", alerta o pneumologista. Na prática, é simples saber o que os gastos com o cigarro significam: se uma pessoa que fuma diariamente um maço de cigarros a um preço médio de R$ 4,80 deixasse de fumar por um ano, ela conseguiria economizar R$ 1.728 – o suficiente para comprar uma TV LCD de 42 polegadas, cerca de seis cestas básicas, ou ainda três passagens para Buenos Aires, por exemplo.
Mas os gastos provocados pelas doenças relacionadas ao tabagismo vão além do orçamento doméstico: anualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) sofre o prejuízo de R$ 426 milhões, comprometendo 5,43% da sua verba2.
Para o pneumologista, embora a prevalência do tabagismo esteja diminuindo no Brasil, os custos sociais e econômicos para tratar as doenças relacionadas ao tabaco são gigantescos. Enquanto o debate sobre as maneiras de fazer com que o fumo seja menos prevalente não chega a um fim, os médicos tentam correr atrás dos prejuízos. "A proibição de qualquer forma de publicidade (inclusive as mensagens subliminares), programas de prevenção à iniciação dos jovens, tratamento dos fumantes vitimados pelo hábito e as campanhas são algumas medidas fundamentais para conter o avanço dessa epidemia, que afeta os cofres públicos, o bolso do fumante e a situação econômica de sua família", explica Araújo.
O combate ao fumo passa por um amplo processo de conscientização social, mobilização política, jurídica, capacitação dos profissionais de saúde, iniciativas de empresas preocupadas em recuperar seus funcionários e desenvolvimento de terapias que sejam eficazes no processo do abandono do cigarro. Atualmente, o tratamento farmacológico do tabagismo inclui diversas terapias, entre elas, Champix (vareniclina), desenvolvido especificamente para ajudar o paciente a parar de fumar.  Mas o importante é buscar orientação médica. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que fumantes que tentam parar de fumar sem ajuda médica têm uma menor chance de sucesso (média de 5%). E mesmo entre os que conseguem largar o cigarro, apenas de 0,5% a 5% mantêm a abstinência por um ano sem apoio médico.
"Consciente do impacto do cigarro em sua saúde física e econômica, o fumante que decide parar de fumar percebe que o tratamento para este fim sai bem mais em conta do que aquele direcionado para tratar doenças como câncer, enfisema, acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio, entre outras. Além disso, ele sentirá que a cessação representará uma grande diferença em termos de qualidade de vida, realização de sonhos e de melhorias no bem-estar de sua família. São benefícios tão evidentes que são incapazes de serem medidos", declara o médico.
Veja o quanto se gasta com o cigarro
Considerando que uma pessoa fume há 15 anos uma carteira por dia a um preço de R$ 4,80 por unidade:
•Quantidade de cigarros por dia: 20
•Valor médio do maço: R$ 4,80
•Gasto por mês: R$ 144
•Gasto por ano: R$ 1.728
•Gasto em sua vida de fumante: R$ 25.920
Fonte: Calculadora online da Sociedade Brasileira de Cardiologia
http://prevencao.cardiol.br/testes/tabagismo/calculocigarro.asp



Pare de fumar e sinta a diferença no bolso Pare de fumar e sinta a diferença no bolso Editado por saude.chakalat.net on 08:02 Nota: 5

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