Fumo passivo pode prejudicar audição de adolescentes






Adolescentes expostos à fumaça do tabaco têm quase o dobro do risco de sofrer perda auditiva do que aqueles que não estão expostos, de acordo com um novo estudo desenvolvido na Universidade de Medicina de Nova York (EUA).

A pesquisa envolveu mais de 1.500 adolescentes com idades entre 12 e 19 anos de diferentes lugares dos Estados Unidos. Os jovens foram avaliados inicialmente em suas casas e, depois, foram submetidos a testes de audição e avaliação de amostras de sangue para determinar os níveis de substâncias no sangue que pertencem à fumaça do cigarro.

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Os pesquisadores concluíram que os adolescentes expostos ao fumo passivo foram mais propensos a ter perda auditiva neurossensorial, relacionada a problemas com a cóclea, um órgão da audição em forma de caracol. De acordo com os estudiosos, esse tipo de perda auditiva tende a ocorrer na velhice ou entre crianças nascidas com surdez congênita.

O estudo também mostra que os jovens expostos ao fumo tiveram um pior desempenho em todas as frequências de som testado, especialmente médias e altas frequências, que são importantes para a compreensão da fala.

Mais de 80% dos adolescentes afetados no estudo não sabiam que tinham qualquer problema de audição.
Os malefícios do cigarro estendem-se aos chamados fumantes passivos. O problema é que, além de engolir a fumaça a contragosto, eles acabam expostos a mais riscos do que o viciado em si. Sim, estamos falando daquelas pessoas que convivem com fumantes, absorvem suas baforadas ou mesmo frequentam ambientes cheios do tóxico véu cinza. A fumaça da ponta do cigarro tem três vezes mais elementos cancerígenos , alerta a psicóloga Silvia Ismael, do Hospital do Coração, em São Paulo.

Por isso, estudos mostram que quem fuma por tabela têm duas vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão do que os fumantes ativos e 40% mais chance de um infarto. Há pesquisas que comprovam também o aumento da incidência de catarata e diabete nos fumantes passivos.

O cenário é ainda mais assustador em relação às crianças. No mundo, há 700 milhões de pequenos que padecem de doenças respiratórias por causa do fumo passivo. Isso sem contar os bebês expostos ao cigarro ainda na barriga da mãe. Durante a gravidez, as tragadas levam ao amadurecimento precoce da placenta, que pode disparar um parto prematuro, comprometem o desenvolvimento do feto e podem causar problemas respiratórios ao nascer, além do baixo peso. Para essas pequenas vítimas, fumar menos não melhora a situação.

O risco dos fumantes passivos tem relação com a sensibilidade individual e a quantidade da exposição , esclarece Ciro Kirchenchtejn. Conforme a carga recebida, a pessoa pode desenvolver exatamente as mesmas doenças de quem fuma por opção. 

Quais são os efeitos do fumo passivo? 
A fumaça do seu cigarro (fumo passivo) pode colocar a saúde dos seus familiares em risco. Mesmo que você tente fumar fora de casa, ainda traz nicotina para sua casa por meio das suas roupas, mãos e dos cabelos.

Bebês cujos pais fumam: Estão mais propensos a ter infecções de ouvido, pneumonia e bronquite nos primeiros anos de vida; Têm um risco maior de morrer precocemente; Possuem maiores chances de desenvolver um câncer ou problemas do coração; e estão mais propensos a serem fumantes também.

Quando você pára de fumar, reduz todos esses riscos de ter problemas de saúde na sua família. Além disso, aumenta a probabilidade de seus filhos não fumarem ou pararem de fumar, caso eles já fumem.


Fumo passivo pode prejudicar audição de adolescentes Fumo passivo pode prejudicar audição de adolescentes Editado por saude.chakalat.net on 07:50 Nota: 5

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