O fumo e suas consequências





O fumo é um dos produtos de consumo mais vendidos no mundo. Comanda legiões de compradores leais e tem um mercado em rápida expansão. Satisfeitíssimos, os fabricantes orgulham-se de ter lucros impressionantes. O único problema é que seus melhores clientes morrem prematuramente, um a um.

No mundo todo, três milhões de pessoas por ano – seis por minuto – morrem por causa do fumo, segundo o livro Mortality From Smoking in Developed Countries 1950-2000, publicado em conjunto pelo Fundo Imperial de Pesquisas do Câncer, da Grã-Bretanha, pela OMS(Organização mundial de Saúde) e pela Sociedade Americana do Câncer.

Durante décadas, o tabagismo foi amplamente divulgado e incentivado pela indústria cinematográfica e pela propaganda de maneira geral, como sinônimo de charme, sofisticação e glamour. Uma completa enganação, motivada por lucros enormes em detrimento da saúde de milhões de pessoas, pelo mundo afora.

A Medicina tem motivos suficientes para eleger o fumo como inimigo número um da saúde. Antes de se tornar fatal, os fumantes podem sofrer uma série de problemas. O fumo possui mais de 4.000 substâncias que causam danos a nossa saúde. Muitos tipos de câncer estão associados ao fumo, como: boca, garganta, laringe, faringe, estômago, bexiga e o mais mortal deles, o Câncer de Pulmão, além do enfisema pulmonar, que é uma doença obstrutiva crônica causadora de muitas mortes.

O fumante passivo sofre ainda mais com os danos causados pelo cigarro, se conviver diariamente com fumantes ativos. Pesquisas nacionais e internacionais apontam que os fumantes passivos têm um risco 23% maior de desenvolver doença cardiovascular e 30% mais chances de ter câncer de pulmão. Além disso, têm propensão à asma, redução da capacidade respiratória, 24% a mais de chances de infarto do miocárdio e maior risco de arteriosclerose.

O Brasil está entre os países com maiores taxas de fumantes que abandonaram o vício, segundo um estudo divulgado neste mês pela revista médica "The Lancet". O país também tem a menor taxa de homens fumantes em relação ao total da população, comparado com os outros países analisados.

Segundo o levantamento feito entre outubro de 2008 e março de 2010, 46,4% dos homens brasileiros e 47,7% das brasileiras que disseram que já fumaram diariamente no passado tinham abandonado o vício. O número é o terceiro mais alto da pesquisa, atrás apenas do Reino Unido (com 57,1% para os homens e 51,4% para as mulheres) e dos Estados Unidos (48,7% e 50,5%, respectivamente).

Quanto mais tempo a pessoa fuma, mais difícil é largar o vício e maiores são as chances de desenvolver algum tipo de doença relacionada ao tabaco. Para abandonar o vício são necessárias algumas atitudes como: grande motivação individual, estabelecer uma data específica, solicitar a ajuda de um profissional a fim de obter remédios para passar pela síndrome de abstinência da melhor forma possível. Fumei dos 15 aos 30 anos de idade. Deixei o vício, por isto, não passo dos 40 anos de idade, com muita saúde, disposição e feliz da vida. Deixe de fumar você também.

Por Gonzaga Patriota


O fumo e suas consequências O fumo e suas consequências Editado por saude.chakalat.net on 07:22 Nota: 5

Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.