Leis antifumo reduzem número de partos prematuros






As leis antifumo, que proíbem que adeptos do tabagismo fumem em lugares fechados de uso coletivo, foram fundamentais para reduzir o fumo passivo. A medida contribuiu não só para a diminuição do número de casos de câncer, como ainda fez cair a porcentagem de partos prematuros, como aponta um novo estudo. A descoberta foi feita por uma equipe da Hasselt University, na Bélgica, e publicada no site do British Medical Journal na última quarta-feira (13).

Foram analisados 606.877 partos que ocorreram entre a 24ª e a 44ª semana entre 2002 e 2011. Foram considerados prematuros nascimentos que ocorreram antes da 37ª semana. Os especialistas perceberam, então, três quedas sucessivas no número de bebês nascidos prematuramente, cada uma delas ocorrendo após uma nova fase de aplicação de leis antifumo.
As primeiras proibições ocorreram em 2006 com relação a lugares públicos e a maior parte dos locais de trabalho. Em 2007, foi proibido fumar em restaurantes e, em 2010, em bares que servem refeições. Depois das fases de 2007 e 2012, os partos prematuros caíram cerca de 3%. Isso corresponde a uma diminuição de seis partos prematuros a cada mil nascimentos.

É de conhecimento geral que fumar durante a gravidez prejudica o crescimento da criança e encurta o tempo de gestação. Isso ocorre com maior frequência em mães fumantes, mas também pode ser decorrente da exposição à fumaça tóxica do cigarro. Conheça outros oito inimigos da sua saúde na gravidez e ajude seu bebê a se desenvolver plenamente:

Alimentação na gestação - Foto Getty Images

Diabetes gestacional
Cultivar uma alimentação balanceada, rica em vitaminas e minerais, é uma das formas mais eficazes de combater o diabetes gestacional e fortalecer o sistema imunológico. Os perigos da doença incluem pressão alta, acúmulo excessivo de líquido amniótico (que pode distender demais a barriga da gestante), mortalidade fetal e malformações.

Isso não significa, entretanto, restrições à mesa: frutas, verduras, legumes, hortaliças, carboidratos, proteínas e gorduras devem formar pratos muito coloridos. "Não se esqueça também de comer a cada três horas, o que evita crises de fome e de hipoglicemia", afirma a médica.

A especialista aconselha ainda que sejam evitadas refeições com muitos condimentos ou temperos em cubinhos, que pioram os enjôos e agravam a hipertensão. Alimentos crus são outra ameaça, porque podem transmitir toxoplasmose e verminoses.

Vacinação da gestante - Foto Getty Images

Baixa imunológica
Hepatite B, coqueluche e tétano são doenças evitadas com a vacinação da mulher. "Mas nem toda vacina pode ser tomada durante a gestação. Converse com seu médico e discuta o que pode ser feito caso haja alguma falha na carteirinha de vacinação", diz a ginecologista.

Vacinas que contêm organismos vivos atenuados, como a da rubéola, não são 100% seguras para o bebê e, por esse motivo, devem ser tomadas antes da gravidez. Outras, entretanto, contêm organismos mortos ou apenas partes deles, como a da gripe, e podem ser aplicadas durante a gestação

Hidratação da gestante - Foto Getty Images

Falta de hidratação
Durante a gravidez, as mudanças no corpo vão muito além daquelas que são percebidas externamente. Entre elas, está o aumento do volume sanguíneo, que depende da boa hidratação para acontecer. "Água e suco de frutas são as melhores fontes para a hidratação saudável. Os refrigerantes, por outro lado, devem ser evitados, porque não possuem valor nutritivo", recomenda a especialista.

Sono da gestante - Foto Getty Images

Indisposição e crises de mau humor
Repousar sem fechar os olhos não basta. É necessário dormir para recuperar energia e produzir hormônios que garantem o bom funcionamento do organismo. "A falta de descanso pode prejudicar a formação do bebê, fazer a pressão sanguínea da mãe aumentar e até aumentar as chances de rompimento da bolsa e de um nascimento prematuro", afirma a ginecologista. Ela recomenda dormir, pelo menos, oito horas durante a noite e fazer breves cochilos durante o dia ou sempre que a gestante se sentir cansada.

Vida sexual da gestante - Foto Getty Images

Infecções urinárias e dificuldades sexuais
As gestantes podem levar uma vida sexual ativa normal, a não ser quando algum problema durante o pré-natal leva o médico a pedir restrições. "Fazer exames de urina rotineiramente é um cuidado importante. As mudanças que acontecem no corpo da mãe para receber o bebê causam uma pequena dilatação do ureteres e dos rins e promovem a compressão da bexiga, que terá menos espaço par acumular urina, favorecendo infecções", afirma a ginecologista.

É comum também que, nesta fase, a mulher prefira evitar relações sexuais, principalmente nos primeiros meses de gestação, devido à indisposição provocada pelos enjoos e pelas mudanças hormonais. "Quando se sentir disposta, entretanto, a mulher não pode abrir da camisinha para prevenir doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)".

Exercícios na gestação - Foto Getty Images

Excesso de peso
A gestante deve praticar exercícios, pois eles ajudam a controlar o peso e o colesterol, além de prevenir contra a obesidade e o diabetes gestacional. "Prefira atividades de baixo impacto, como caminhadas e hidroginástica, e use roupas leves e confortáveis. Também cuide da hidratação antes, durante e após o treino", explica Bárbara.

Em relação às tarefas domésticas que, muitas vezes se assemelham a verdadeiras maratonas, é aconselhável evitar esforço. E escute seu corpo: qualquer sinal de desconforto deve ser motivo para interromper a atividade e avisar o médico.

Cigarro na gestação - Foto Getty Images

Falta de ar
O tabaco está proibido durante a gestação. Uma fração mínima de consumo pode ser prejudicial ao bebê. Diversos tipos de câncer, a debilitação do sistema respiratório, agravando crises de falta de ar, e pneumonia estão entre os perigos relacionados ao fumo. Além disso, quem cultiva esses hábitos durante a gravidez tem mais chances de apresentar má qualidade de vida, com alimentação desregrada e sedentarismo.

Muito associado ao cigarro, o consumo de álcool também é nocivo na gravidez. Segundo a ginecologista, bebês cujas mães consomem bebidas alcoólicas durante a gestação podem manifestar problemas de crescimento antes e depois de nascer, incluindo má formação do rosto, anormalidades no sistema nervoso central e até a morte intra-uterina.

Estresse na gestação - Foto Getty Images

Hipertensão
A hipertensão é mais comum em gestantes acima de 35 anos, em mulheres grávidas do primeiro filho e em gestações múltiplas. Fora esses casos, a doença ameaça qualquer mãe que não repousa o suficiente ou está submetida a altos níveis de estresse, que ingere menos proteínas do que necessita, consome muito sal ou tem histórico familiar de hipertensão. A criança, por sua vez, não consegue ter seu desenvolvimento pleno e apresenta maior propensão a sofrer de problemas respiratórios.

Além disso, a hipertensão reduz a quantidade de líquido amniótico dentro do útero, o que reduz a passagem de oxigênio pela placenta. Consequentemente, o bebê movimenta-se pouco, eliminando menos urina e até parando de respirar para economizar energia. Nos casos graves, há a morte da criança. Monitorar a pressão rotineiramente, diminuir o consumo de sal e tomar muita água são essenciais para controlar a pressão alta.




Leis antifumo reduzem número de partos prematuros Leis antifumo reduzem número de partos prematuros Editado por saude.chakalat.net on 06:11 Nota: 5

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