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Relação entre o Tabagismo e Transtorno Obsessivo-Compulsivo




Olá! Eu sou a Dani e esse texto fala sobre Relação entre o Tabagismo e Transtorno Obsessivo-Compulsivo.

Há indícios de que a prevalência de tabagismo é menor em portadores desse transtorno, em relação à população em geral e em comparação a outras populações psiquiátricas. O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) pode ser considerado como desordem de hiperfrontalidade, que se traduz em sintomas como atenção exagerada, planejamento detalhado, inquietação, preocupação exagerada, senso de responsabilidade, falta de espontaneidade, emoções controladas e rituais de cuidado e limpeza. Pacientes que sofrem de TOC apresentam atividade metabólica acentuada no córtex orbital frontal. É interessante notar que, ao contrário do TOC, a atividade no lobo frontal é reduzida nos esquizofrênicos. As prevalências de tabagismo em esquizofrênicos e em portadores de TOC parecem representar dois extremos de um continuum.

Discute-se a hipótese de que o baixo consumo de tabaco em portadores de TOC possa ser o reflexo de fator genético subjacente, possivelmente relacionado aos sistemas serotonérgico e colinérgico. Traços de personalidade, como comportamento impulsivo e de risco, extroversão, comportamentos não-convencionais e tendências anti-sociais, são relacionados ao consumo de tabaco e precedem a iniciação do hábito. Coincidentemente, muitos desses traços de personalidade são raros em portadores de TOC, o que poderia explicar a baixa prevalência de tabagismo em indivíduos com esse transtorno.(38)

Uma das hipóteses é a de que a baixa prevalência de tabagismo em portadores dessa perturbação esteja relacionada aos efeitos neuroquímicos da nicotina no córtex órbito-frontal. Estudo baseado em neuroimagem revelou que pacientes com TOC apresentam atividade metabólica acentuada no córtex orbital - frontal. Em contraste, esquizofrênicos exibem atividade metabólica reduzida no lobo frontal, assemelhando-se aos quadros de lesões nessa região. Uma vez que a nicotina incrementa a atividade no lobo frontal e também reduz a anormalidade na fisiologia sensorial, é possível que o tabagismo atue como uma espécie de auto-medicação para esquizofrênicos. Por outro lado, teoricamente, a nicotina causaria um efeito contrário em portadores de TOC, reforçando os sintomas obsessivos, o que poderia contribuir para a baixa prevalência de tabagismo em portadores dessa perturbação.

Determinantes de ordem psicossocial também podem interferir nessa associação. Sujeitos portadores de TOC são freqüentemente mais isolados na escola. Por outro lado, jovens menos competentes socialmente podem começar a fumar influenciados por pressões de amigos no início da adolescência. Além disso, sintomas característicos de TOC, como medo de doenças, medo de causar fogo/incêndio, podem manter esses sujeitos afastados do cigarro.(38) Portanto, o tema é complexo e ainda são necessários novos estudos para a confirmação desses resultados. O assunto inspira também a necessidade de investigar a natureza dessa associação. A identificação dos fatores responsáveis por essa associação inversa pode contribuir para o entendimento da dinâmica subjacente ao tabagismo.



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